Especial p/ sacerdotes



Assembleia Nacional em Teresina-PI de 01 a 03 de maio de 2015



DIFERENÇAS ESSENCIAIS

Jesus de Nazaré é singular. É a única pessoa humana que, numa mesma pessoa, era divino e humano ao mesmo tempo. A Igreja Católica chama esta realidade de união hipostática. O Nazareno era verdadeiro Deus e verdadeiro homem, numa e única pessoa física. Nela unia as naturezas divina e humana. Através dos tempos houve heresias, ou seja, falsas doutrinas que, ora negavam a divindade de Jesus, ora a sua humanidade.
Isso transparece um pouco quando o Mestre fala da oração: “Em verdade, em verdade vos digo, se pedirdes ao Pai alguma coisa em Meu nome, Ele vo-lo dará” Jo 16,23. É a garantia da eficácia da oração, desde que seja feita em nome de Jesus. A seguir, o Mestre, esclarece: “Até agora, nada pedistes em Meu nome. Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa” Jo 16,24.
Consoante esta palavra a oração tem tudo a ver com a nossa alegria. A prece é, antes de tudo, uma atitude de confiança diante do Abá. Mesmo que, desde toda a eternidade, Ele saiba do que precisamos, Ele aprecia ser lembrado e invocado.
O relacionamento de Jesus com os Seus tinha lá os seus mistérios. “Disse-vos essas coisas em linguagem figurativa” Jo 16,25. Nem sempre o Mestre usava colocações diretas. Na maioria das vezes, evitava tal método de comunicação.
Podemos e devemos tomar posse da palavra do Mestre” “Vem a hora em que não vos falarei mais em figuras, mas claramente vos falarei do Pai” Jo 16,25. Creio que esse momento já chegou. É o que acontece quando, no Silêncio Interior de Escuta, a pessoa começa a ver a realidade com os olhos do Senhor e a escutar tudo de acordo com os ouvidos Dele. É quando as percepções dos sentidos exteriores começam a ceder seu lugar aos sentidos interiores.
“Naquele dia pedireis em Meu nome, e não vos digo que vou pedir ao Pai por vós, pois o próprio Pai vos ama, porque vós Me amastes e acreditastes que Eu vim da parte de Deus” Jo 16,26-27. Na contemplação profunda o contemplativo estará em unidade íntima com a Trindade Santa e tudo será pervadido pela Unicidade Trinitária.
Até mesmo a oração nesta atitude de profunda contemplação será uma experiência da Trindade Santa em íntima comunhão e participação. O Abá, com o Filho no dinamismo do Espírito Santo serão, não apenas ouvidos, mas, sobretudo, desejo intenso de conceder tudo  que o orante necessita para a sua verdadeira felicidade. Então estará acontecendo o dito de Jesus: “Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.”
Sugestão para o Diálogo Diário:
Acredito que o Pai está disposto a conceder tudo o que Jesus sabe ser necessário para a minha felicidade?
Como me sinto respondendo isso? O que penso a partir desse sentimento? O que faço com isso? Como estão minhas Necessidades? O que me proponho a fazer para melhorar minha oração?
Obrigado, Jesus amado por me ensinares tantas coisas maravilhosas, Pe. Jacob, MSF.



No dia 31 de maio de 2015 em Teresina, realizou-se o 1º Encontro Nacional de Sacerdotes do Encontro Matrimonial.